22
Jun

As cinco linguagens do amor

22 junho de 2016 às 17:27
Sentir-se amado é um anseio de todas as pessoas. Mas nem sempre a forma como demonstramos nosso amor por alguém é a forma como aquela pessoa se sente amada. Isso por que cada um tem uma linguagem de amor e por isso precisamos conhecer uns aos outros na família, nas amizades, no romance a fim de corresponder com o amor que as pessoas esperam. Analise os casos a seguir:
 
“ Kelen gostaria que sua mãe tivesse mais tempo para conversar com ela, mas ela está sempre ocupada demais.” A mãe de Kelen pensa que o fato de fazer as coisas como cozinhar, dar roupas e presentes para filha é o suficiente para demonstrar seu amor.” A mãe de Kelen esperava que ela ajudasse mais com as atividades domésticas e se sente, em algumas vezes desvalorizada pela filha”.
 
“Sandra é uma mulher que ama o romantismo, principalmente ser elogiada pelo esposo, mas ele dificilmente expressa alguma palavra de amor, pois em seu entendimento o fato de dar a provisão da casa é o suficiente para demonstrar o seu amor. Sandra se sente desvalorizada e seu marido insatisfeito porque ela estava sempre indisposta a ter um momento íntimo com ele.”
 
Os dois casos são fictícios, mas retratam a falta de correspondência entre as formas de amar das pessoas. O amor é real em ambos os casos, mas a forma de demonstrá-lo não corresponde ao que o outro espera e precisa para se sentir amado. Enquanto Kelen só queria um TEMPO DE QUALIDADE com a mãe, esta por sua vez respondia com SERVIÇO E PRESENTES. Enquanto Sandra precisava de PALAVRA DE AFIRMAÇÃO, seu marido sentia necessidade de TOQUE FÍSICO.
 
Gary Chapman, escritor cristão classifica 5 linguagens de amor, sendo elas:
 
TEMPO DE QUALIDADE:ter um tempo a sós, sem pressa, para conversar ou mesmo para ficar juntinhos em silêncio. Ouvir e ser ouvido com atenção e participação, muitas vezes é a maneira mais importante de uma pessoa se sentir amada.
 
PRESENTES:ao ganhar um presente a pessoa se sente realmente valorizada. Ela faz questão de ser lembrada no seu aniversário, ou quando alguém querido viaja pede para lhe trazer a lembrancinha. Se algum dia ficar sem o presente da pessoa querida, se sente “sem chão”.
 
SERVIÇO: a pessoa se sente amada quando se faz algo por ela, uma comida, levá-la em algum lugar, arrumar a bagunça da casa.
 
PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO:a pessoa tem necessidade de ouvir suas qualidades pela pessoa querida. Cada palavra soa como um refrigério na sua alma e a motiva muito.
 
TOQUE FÍSICO:a pessoa tem a necessidade de abraçar e ser abraçada, tocar, beijar.
 
Nesta manhã, ao abrir meu facebook, visualizei uma linda mensagem do meu noivo, dizendo o quanto eu sou importante para ele e o quanto ele me ama... As palavras dele foram mais importantes do que qualquer tempo que pudéssemos estar juntos, ou qualquer presente ou até mesmo qualquer outra coisa que ele pudesse ter feito por mim. Me senti muito amada e isso me fez quase explodir de alegria, pois sei que não é o natural dele se expressar assim, mas por saber que essa é a forma que eu me sinto amada, ele fez um esforço.
 
Com meus pais, por exemplo, percebi que a melhor maneira deles se sentirem amados é quando eu os  sirvo, seja nas atividades empresariais deles ou domésticas, então passei a me esforçar para demonstrar meu amor da forma que eles se sentem amados, mesmo que não seja o que eu gosto de fazer sempre.Quando amamos alguém de verdade, esse amor transborda e nos leva a demonstrá-lo da melhor forma que aquela pessoa possa captar. Isso traz só benefícios para a relação e nos torna mais felizes.
 
Precisamos conhecer a linguagem de amor uns dos outros e amá-los, não da forma que achamos que tem que ser, mas sim da forma como eles verdadeiramente se sentiriam amados, para que assim seja.
 
Talvez o que você precisa é ajustar a sua linguagem de amor com a do outro e assim não haverão mais desentendimentos. Não dá para ficar cobrando amor, mas é possível, num momento mais tranquilo expor aos outros como você se sente amado e também perguntá-lo, como ele gostaria de ser amado. Sem cobranças, sem pressão, sempre tentando olhar para as necessidades do outro.
 
22
Jun

O trauma da infidelidade conjugal

22 junho de 2016 às 16:15
Tive o privilégio de prefaciar o livro “Vencendo os traumas da infidelidade”, impresso no Brasil pela Editora Palavra. Tenho a certeza de que este livro tem sido uma bênção para os casais evangélicos brasileiros
 
De que o adultério está presente entre muitos membros de igrejas evangélicas, todos nós sabemos. Mas que existem casais dispostos a compartilharem com outros irmãos na fé suas dores, lutas, feridas e vitórias é uma surpresa agradável e saudável.
 
É o que casal Gary e Mona Shriver, com ousadia fizerem ao escrever o livro prefaciado por mim para a edição brasileira.
 
Ao ler o livro “Vencendo os traumas da infidelidade”, percebi, mais uma vez, que o mesmo Deus que restaurou a integridade de Davi é o mesmo que curou e tratou da dor causada pelo adultério no casal Shriver e está disposto a tratar, curar e restaurar muitos casamentos em nosso país.
 
A leitura do livro falou ao meu coração. É um livro não somente para os casais que experimentaram ou estão vivenciando a dor causada pela infidelidade de um dos cônjuges, mas para todos aqueles que desejam manter um casamento sem a nódoa causada pelo adultério e para aqueles que desejam usados por Deus para ajudarem os que estão lutando pelos seus casamentos.
 
Quando terminei de ler o livro pensei em muitos casais do meu conhecimento que experimentaram a dor da infidelidade e não tiveram uma ajuda para superarem o trauma da traição conjugal. Mas agora, com “Vencendo os traumas da infidelidade” poderão ser ajudados na difícil, mas plenamente possível tarefa de reconstruírem seus casamentos.
 
Gary e Mona não são nomes conhecidos em nossa cultura. Mas fico pensando em casais como João e Maria, Márcio e Marta, Pedro e Adriana, Paulo e Cristina (nomes fictícios) que vivenciam ou vivenciaram essa realidade em nossas igrejas e ao lerem o livro “Vencendo os traumas da infidelidade” poderão se encher de esperança e acreditarem que é possível restaurar um casamento.
 
Depois de ler o texto em português, extraí as seguintes lições para minha vida.
 
A primeira, é que ninguém está imune ao adultério (1 Co 10.12). Quando estava lendo o livro acessei a internet e pude visualizar os rostos dos autores. São pessoas de carne e osso. Gente como Elias, Davi, você e eu (Tg 5.17). Gente que só pode resistir às tentações sexuais confiando única e exclusivamente na graça de Deus (2 Tm 2.1).
 
Também me lembrou de que Deus não deseja que o divórcio seja a primeira opção para casais que experimentam essa triste realidade. Lembrou-me que o ministério da reconciliação deve ser sempre buscado (2 Co 5.18).
 
Deus falou ao meu coração também no sentido de que uma relação sexual ilícita, embora seja perdoada e curada por Deus, deixa uma cicatriz profunda na história de um casamento e que só é possível continuar nele com muito diálogo, ajuda, lágrimas, perdão e, acima de tudo, com a graça de Deus.
 
O livro poderá ser uma bênção para a igreja evangélica brasileira pois poderá servir de apoio para casais que enfrentam a dor da infidelidade. Se, como igreja de Cristo, desejamos ser com um verdadeiro exército, não podemos mais abandonar e deixar pelo caminhos os casais feridos pelo adultério. Gary e Mona tinham tudo para terminarem sua história com uma certidão de divórcio, mas Deus trabalhou em suas vidas e deram inicio ao ministério Esperança e Cura. É Deus transformando mais uma vez a maldição em bênção (Dt 23.5).
 
Por: Gilson Bifano
 
22
Jun

Os deveres do marido

22 junho de 2016 às 13:10
Se você é um marido que deseja fazer feliz sua esposa e agradar a Deus, preste atenção as recomendações abaixo.
 
1 – Ame sua esposa verdadeiramente
 
O apóstolo Paulo interessado no bem-estar dos casais fez uma recomendação muito sérias aos maridos, especialmente aos maridos cristãos (Ef 5.25, 28).
 
Como os maridos cristãos podem verificar que estão amando de fato suas esposas? Paulo dá algumas dicas:
 
Em primeiro lugar, um marido ama sua esposa quando se dá por inteiro ao casamento. Foi isso que Cristo fez por nós.
 
Em segundo lugar, um marido está amando de fato sua esposa, quando procura sua santificação (Ef 5.26,27). Um marido cristão, por exemplo, não leva pornografia para o leito conjugal, não ínsita sua esposa a se afastar de Deus.
 
Em terceiro lugar, um marido ama sua esposa quando procura o seu bem-estar em todos os aspectos: físico, emocional, social e espiritual (Efésios 5.29).
 
2 – Marido, priorize, nas suas relações sociais, o seu casamento
 
Esse é um dever importante. Foi por isso que Paulo escreveu Efésios 5.31. Lembre, marido: Depois do seu relacionamento com Deus, o relacionamento mais importante não que com sua mãe, pai e amigo, é com sua esposa.
 
3 – Marido, lidere sua esposa em amor
 
O apóstolo Paulo afirma que o marido é o cabeça da mulher (Ef. 5.23). Embora seja um texto rejeitado por muitos hoje, é bíblico. Liderar a esposa em amor significa que os maridos não serão, de forma alguma, déspotas, tiranos..
 
4 – Marido, viva com entendimento com sua esposa
 
Foi isso que o apóstolo Pedro, que era casado, recomendou em 1 Pedro 3.7. Para um marido viver com entendimento com sua esposa é preciso compreendê-la como pessoa, como mulher.
 
5 – Marido, valorize sua esposa
 
O apóstolo Pedro usa a expressão “com honra” (1Pd 3.7). Você, sabe, marido, o que é honrar? Honrar é valorizar, enaltecer. Um marido que ama a esposa está sempre expressando a si mesma, perante os filhos, parentes e amigos, o quanto ela é importante. Está sempre a cobrindo de elogios. Sempre enaltecendo os seus feitos.
 
6 – Marido, trate sua esposa com delicadeza
 
É o apóstolo Paulo quem diz mais uma vez aos maridos que não devem tratar suas esposas com amargura (Cl. 3.19). Não tratar com amargura significa ser cortês, bondoso e gentil. Suas palavras e gestos devem proporcionar à esposa o sentimento de que é amada. Você, marido cristão, se dirige á sua esposa com delicadeza ou é áspero em suas palavras? Você é um cavalheiro para com sua esposa?
 
Paulo escreveu essas palavras porque no seu tempo, na cultura grega, a mulher era tratada sem nenhum respeito ou consideração. O cristianismo veio impor uma nova conduta no relacionamento conjugal.
 
7 – Marido, satisfaça sua esposa sexualmente
 
Leia o que Paulo escreveu em 1 Coríntios 7.3. O que o apóstolo quis dizer quando usou a expressão “deveres conjugais”? Isso mesmo. A ideia é de que o marido não deve ser egoísta quando se trata de prazer sexual. Um marido que deseja obedecer as recomendações bíblica está atento e procura, dentro dos limites do respeito e da ética cristã da sexualidade, satisfazer a mulher sexualmente.
 
8 – Marido, agrade sua esposa
 
Se você se casou, saiba que um dos deveres do marido é agradar à esposa (1 Co 7. 32,33). Caso contrário, então permanecesse solteiro! Agora que está casado, procure agradar a Deus, em primeiro lugar. Um das maneiras de agradá-Lo é agradando sua esposa.
 
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Por: Gilson Bifano